Resumo Monsters of Rock 2026: A Cronologia do Barulho no Allianz Parque

O Allianz Parque não foi apenas um estádio de futebol neste final de semana; foi o epicentro de um terremoto de distorção.

4/6/20263 min read

O Monsters of Rock 2026 não foi apenas um festival; foi uma maratona de resistência e celebração. Com os portões abertos cedo sob o sol de São Paulo, o público testemunhou uma curadoria que uniu o virtuosismo neoclássico, o blues-rock moderno e as lendas imortais do Hard Rock. Confira o resumo banda a banda do que rolou nessa edição histórica:

Jayler

O que se viu foi uma banda extremamente entrosada e consciente do seu papel. O som do Jayler, que transita com maestria entre o Hard Rock clássico e pitadas de Modern Rock, preencheu o estádio com uma parede sonora de respeito.

Dirty Honey

Se alguém ainda diz que o Rock morreu, não ouviu o Dirty Honey. O quarteto americano trouxe um groove que bebe diretamente da fonte de Aerosmith e Led Zeppelin. A voz rasgada de Marc LaBelle e os riffs de guitarra sujos foram o despertar perfeito para o início da tarde. Destaque para "When I'm Gone", que já é um hino moderno.

Yngwie Malmsteen

O volume subiu e as notas multiplicaram-se com a entrada de Yngwie Malmsteen. O sueco deu uma aula de guitarra neoclássica, com seus arpejos na velocidade da luz e sua parede de Marshalls. Malmsteen é um show à parte: entre chutes de palhetas e malabarismos com a Stratocaster, ele provou por que é um dos guitarristas mais influentes da história.

Halestorm

O Allianz Parque atingiu um novo nível de voltagem com o Halestorm. Lzzy Hale é, sem dúvida, uma das vozes mais potentes da atualidade. O domínio de palco da banda é absurdo. O momento em que Lzzy solta o drive em "I Miss The Misery" e Arejay Hale espanca a bateria com suas baquetas gigantescas foi um dos pontos altos de energia do festival.

Extreme

O Extreme subiu ao palco para mostrar que o Hard Rock pode ser técnico e swingado ao mesmo tempo. Nuno Bettencourt deu um show de técnica em "Get The Funk Out", enquanto Gary Cherone provou ser um dos melhores frontmen da ativa. Claro, o coro ensurdecedor em "More Than Words" parou o estádio, criando um momento de conexão íntima entre 50 mil pessoas.

Lynyrd Skynyrd

Com o sol começando a baixar, o Southern Rock tomou conta. O Lynyrd Skynyrd trouxe a alma do Alabama para São Paulo. Ver o público cantar o riff de "Sweet Home Alabama" em uníssono é daquelas experiências que justificam o ingresso. O encerramento com o solo triplo de "Free Bird" foi hipnótico e emocionante, uma verdadeira aula de história ao vivo.

O Tributo: A Reverência ao Madman

Antes do grande final, o telão do Allianz se iluminou para uma homenagem emocionante a Ozzy Osbourne. O Monsters parou por alguns minutos para reconhecer o legado do Príncipe das Trevas. Milhares de vozes gritando o nome de Ozzy criaram uma atmosfera de respeito e gratidão que preparou o espírito para o encerramento.

Guns N’ Roses

Pontualmente, o Guns N’ Roses entrou para retomar seu trono. Axl Rose percorreu cada centímetro do palco, enquanto Slash destilava seus timbres icônicos. "Welcome to the Jungle" transformou o Allianz em uma selva urbana. O setlist foi uma viagem por toda a carreira da banda, com o trio Axl, Slash e Duff mostrando que a química que mudou o mundo nos anos 80 continua viva e explosiva em 2026.

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