O Baixo Continua Pulsando: Homenagem aos 3 Anos de Saudade de Canisso

O cara que genuinamente amava a música, que defendia o rock com unhas e dentes.

3/13/20262 min read

Hoje, 13 de março de 2026, o silêncio ganha um tom de reverência. Há exatamente três anos, o rock brasileiro perdia uma de suas colunas mais sólidas, carismáticas e essenciais: José Henrique Campos Pereira, o nosso eterno Canisso.

Para o Rock Not Found, não poderíamos deixar passar esta data em branco. Canisso não foi apenas o baixista dos Raimundos; ele foi o arquiteto de uma sonoridade que definiu o Brasil nos anos 90 e a voz da razão (e do deboche) que uniu gerações de fãs.

O Homem por trás das Quatro Cordas

Canisso era a personificação da "escola" do baixo no rock: sem firulas desnecessárias, ele entregava o peso exato, a precisão cirúrgica e o balanço que transformavam o punk e o forrócore em uma máquina de hits. Faixas como "Eu Quero Ver o Oco", "Puteiro em João Pessoa" e "A Mais Pedida" não teriam a mesma alma sem o seu dedilhado inconfundível.

Mas, para quem o conhecia (mesmo que apenas pelos podcasts, entrevistas e redes sociais), Canisso era muito mais que um músico. Ele era um entusiasta. O cara que genuinamente amava a música, que defendia o rock com unhas e dentes e que possuía um senso de humor único, capaz de transformar qualquer bastidor em uma sala de estar.

O Legado que não se cala

Três anos após a sua partida, o vazio deixado por ele ainda é sentido, mas a sua presença permanece viva em cada riff que ouvimos e em cada novo fã que descobre a discografia dos Raimundos. Ele deixou um legado de autenticidade: Canisso era autêntico até a última nota.

Ele nos ensinou que o rock é, acima de tudo, uma questão de atitude e de saber rir de si mesmo, sem nunca perder a seriedade com o instrumento na mão.

Homenagem do Rock Not Found

Hoje, no Rock Not Found, nossa playlist é dedicada inteiramente a ele. Vamos subir o volume não para lamentar, mas para celebrar a vida de alguém que fez tanto pelo nosso rock nacional.

"A música não morre, ela se torna parte de quem a ouve."