Filha de Peixe, Grunge É? Paris Jackson Canaliza os Anos 90 no Novo Single "Teenage Drama", em Parceria Com Linda Perry

Paris Jackson vem pavimentando um caminho bem interessante e longe da sombra do pop do pai, e esse lançamento só prova isso.

5/26/20262 min read

Esqueça o pop polido, as coreografias milimétricas ou as batidas eletrônicas de pista. Paris Jackson, filha do Rei do Pop Michael Jackson, acaba de lançar seu mais novo single, “Teenage Drama”, e o destino escolhido por ela não poderia ser mais distante de Neverland: as guitarras distorcidas, a angústia e a crueza do grunge de Seattle.

Lançada no último final de semana, a faixa é uma imersão direta na estética alternativa dos anos 1990. Para dar vida a esse projeto, Paris recrutou ninguém menos que Linda Perry, ex-vocalista do 4 Non Blondes e uma das produtoras e compositoras mais brilhantes e requisitadas da história do rock e do pop (responsável por hits de nomes como Pink, Gwen Stefani e Christina Aguilera).

Parceria de Peso e Influências de Seattle

A mão de Linda Perry na composição e produção de “Teenage Drama” fica evidente logo nos primeiros segundos. A música se constrói em cima da clássica dinâmica "calmo/pesado" que bandas como Nirvana e Pixies imortalizaram: versos mais contidos e melancólicos, guiados por uma linha de guitarra dedilhada, que explodem em um refrão barulhento, visceral e cheio de distorção.

A voz de Paris Jackson entrega a dose certa de rouquidão e desespero que o estilo pede, cantando sobre as complexidades, as dores e, claro, o "drama" das transições emocionais. Não soa como um pastiche ou uma tentativa forçada de parecer rebelde; soa autêntico, como uma artista que realmente cresceu ouvindo Hole, Smashing Pumpkins e Nirvana.

Construindo a Própria Identidade no Rock

Essa não é a primeira incursão de Paris no mundo do rock alternativo. Desde seu álbum de estreia, Wilted (2020) — que puxava para um indie folk mais melancólico —, e de seus EPs subsequentes, ela já vinha dando pistas de que seu coração bate no ritmo das guitarras. Ela já abriu shows para bandas como Silversun Pickups e vem conquistando o respeito da comunidade rockeira justamente por não tentar pegar o "atalho" do nome da família.

Ao se unir a Linda Perry para entregar um som tão cru quanto “Teenage Drama”, Paris Jackson manda um recado claro para a indústria fonográfica: ela está muito mais interessada em suar a camisa em palcos pequenos de festivais alternativos do que em reivindicar uma coroa pop que nunca foi dela.

Para os órfãos do som de Seattle e do rock alternativo de trinta anos atrás, “Teenage Drama” é uma grata surpresa que merece entrar direto nas playlists de lançamentos. O grunge ganhou uma aliada de peso.

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