Evil Empire: 30 Anos do Manifesto que Abalou o Sistema
Hoje é dia de aumentar o volume no máximo e soltar o grito, porque o rock político e visceral do Rage Against The Machine completa um marco histórico.
4/16/20262 min read


Lançado em um período onde o rock alternativo buscava novos caminhos após o fim do grunge, o RATM entregou um disco que era, ao mesmo tempo, um soco no estômago e uma aula de história política. O título é uma referência irônica ao termo "Império do Mal", usado por Ronald Reagan nos anos 80 para descrever a União Soviética — mas que a banda redirecionou para as políticas internas e externas dos próprios Estados Unidos.
A Arte de Transformar Guitarra em Revolução
O que Tom Morello fez neste disco redefine o que se espera de uma guitarra elétrica. Em músicas como "Bulls on Parade", ele utilizou o botão de interrupção (killswitch) e técnicas de scratch para criar sons que pareciam vir das picapes de um DJ de hip-hop, mas com o peso do metal.
Destaques e Curiosidades:
Bulls on Parade: O hino máximo do disco. Liricamente, Zack de la Rocha ataca o complexo industrial-militar e a agressividade do imperialismo. É o riff que todo guitarrista de rock tentou aprender nos anos 90.
Tire Me: Pouca gente lembra, mas essa faixa rendeu à banda o Grammy de Melhor Performance de Metal em 1996.
A Capa Icônica: A arte apresenta uma versão alterada do herói de quadrinhos "Crime Buster". O garoto na capa é Ari Meisel, que na época tinha 11 anos e era vizinho do artista Mel Ramos. A banda mudou o "C" no uniforme para um "e" minúsculo, de Evil Empire.
Polêmica no SNL: Apenas três dias antes do lançamento, a banda foi expulsa do programa Saturday Night Live após tentarem pendurar bandeiras dos EUA invertidas em seus amplificadores, em protesto contra o candidato republicano Steve Forbes.
Relevância
Se fôssemos listar os álbuns que mudaram a forma como o rock lida com ativismo, Evil Empire estaria no topo. Músicas como "People of the Sun" (sobre a luta Zapatista no México) e "Without a Face" (sobre a crise imigratória) mostram que a banda não estava apenas "reclamando", mas citando datas, nomes e movimentos reais.
Três décadas depois, o som de Brad Wilk, Tim Commerford, Tom Morello e Zack de la Rocha continua tão urgente e pesado quanto no dia em que saiu da garagem.








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